Mariana Naime
Mariana Fiuza Taveira Adorno Naime nasceu em 4 de março de 1986, em Niquelândia, Goiás, mas foi em Colinas do Sul, no interior goiano, que cresceu e construiu suas primeiras referências de família, comunidade e pertencimento.
Suas raízes estão no interior.
Foi ali, longe dos grandes centros e da estrutura de uma capital, que viveu os primeiros capítulos de uma trajetória que, anos mais tarde, a levaria ao centro das instituições brasileiras e, de maneira inesperada, ao debate público nacional.
Em 2006, aos 20 anos, Mariana deixou Colinas do Sul e veio para Brasília.
A mudança representava um novo começo.
Na capital federal, construiu sua vida adulta, sua formação, sua carreira e sua família.
Uma história construída antes de ser contada.”
Formada em Direito, Mariana desenvolveu uma trajetória profissional que a aproximou da administração pública e das instituições do Estado.
Passou pela Câmara dos Deputados e posteriormente chegou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, assumindo responsabilidades na Secretaria Nacional de Segurança Pública — a SENASP.
Em junho de 2021, foi oficialmente nomeada Coordenadora de Políticas de Integração, na Diretoria de Políticas de Segurança Pública da SENASP.
Documentos do Ministério da Justiça também registram sua atuação na área de Modernização da Governança e Gestão.
Nesse período, participou de trabalhos relacionados à formulação e implementação de políticas públicas de segurança. Entre eles está o projeto nacional de Cadeia de Custódia, destinado ao fortalecimento das instituições de segurança pública brasileiras. Documentação oficial da SENASP registra Mariana como responsável da área requisitante em ações do projeto.
Também participou da coordenação e organização do Guia Prático para Instituição e Regularização de Guardas Municipais — Guarda Legal, publicação da Secretaria Nacional de Segurança Pública destinada a orientar municípios brasileiros na estruturação e aperfeiçoamento de suas guardas municipais.
A segurança pública, portanto, não chegaria à sua vida apenas pelas circunstâncias que viriam depois.
Nenhum cargo seria capaz de prepará-la completamente para aquilo que viveria como mulher, esposa e mãe.
Mariana construiu sua família ao lado do Coronel Jorge Eduardo Naime Barreto, oficial da Polícia Militar do Distrito Federal.
E foi também dentro da família que conheceu outra realidade que transformaria profundamente sua maneira de olhar para as pessoas:
A maternidade acrescentou à sua história uma experiência que não se aprende nos livros ou nos corredores da administração pública.
É a experiência diária do cuidado, da adaptação, da persistência e da necessidade de compreender um mundo que nem sempre está preparado para acolher todas as famílias e todas as diferenças.
Até então, Mariana possuía sua família, sua profissão, sua fé e uma vida construída longe do protagonismo político.
Então veio 8 de janeiro de 2023.
Os acontecimentos daquele período atingiriam diretamente sua casa.
Com os desdobramentos das investigações sobre os atos ocorridos em Brasília e, posteriormente, a prisão de seu marido, a vida de Mariana sofreu uma ruptura.
Aquilo que antes conhecia profissionalmente — instituições, Estado, segurança pública e Justiça — passou a ser experimentado de outra perspectiva:
É nesse momento que começa a nascer uma Mariana que até então poucas pessoas conheciam.
Não porque tivesse planejado uma carreira política. Não porque estivesse procurando exposição.
Mas porque, diante da prisão do marido e daquilo que passou a vivenciar, Mariana decidiu falar.
A esposa, mãe e profissional passou a ocupar espaços públicos para defender aquilo em que acreditava.
Sua fé cristã passou a caminhar ao lado dessa experiência.
Não como instrumento político, mas como parte da estrutura pessoal com a qual atravessou um dos períodos mais difíceis de sua família.
A mulher que havia conhecido o Estado trabalhando dentro dele agora passava a confrontar perguntas sobre Justiça, responsabilidade, liberdade, direitos e limites do poder a partir daquilo que vivia.
E essa experiência produziu uma transformação.
Mariana começou a perceber que algumas das questões pelas quais lutava ultrapassavam sua própria família. Sua voz, inicialmente levantada pela situação do marido, encontrou outras pessoas, outras famílias e outras histórias.
Pouco a pouco, aquilo que começou dentro de casa ganhou dimensão pública.
Em 2026, Mariana decidiu transformar a experiência acumulada ao longo de sua vida em participação política direta.
A menina que cresceu em Colinas do Sul.
A jovem que chegou a Brasília aos 20 anos.
A profissional do Direito que conheceu a Câmara dos Deputados e o Ministério da Justiça.
A mulher que trabalhou com políticas de segurança pública.
A empreendedora. A cristã. A esposa. A mãe atípica.
A mulher que precisou encontrar a própria voz.
Aos 40 anos, Mariana Naime tornou-se candidata a deputada federal pelo Distrito Federal, pelo Partido Liberal — PL, número 2201.
Sua candidatura não apaga aquilo que veio antes.
Existem conhecimentos adquiridos pela formação. Existem conhecimentos adquiridos pelo trabalho. E existem aqueles que somente a vida é capaz de ensinar.
Mariana conheceu o interior e a capital. Conheceu a iniciativa privada e a administração pública. Conheceu a segurança pública como profissional e, depois, como família. Conheceu a maternidade para além do que imaginava antes de ser mãe.
Conheceu a fé também nos momentos em que acreditar significava permanecer de pé.
E conheceu o peso de precisar levantar a própria voz quando permanecer em silêncio deixou de ser uma opção.
Sua história política começa justamente aí.
Para entender quem ela é, é preciso voltar ao princípio.
À menina de Goiás. À jovem que chegou a Brasília. À profissional. À mãe. À esposa. À mulher de fé. À mulher que viveu.
Porque, antes de defender, foi preciso conhecer.
E antes de conhecer, foi preciso viver.
Defender por conhecer.